quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

SINA DE UM RIO

Quando a terra seca bebe água
no sertão do Velho Chico
a terra se sente amada
entrega-se: O pleno cio.

A terra mulher mal amada
contendo-se em satisfazer
abre em submissão sua fendas
para água das nuvens receber.

Em sua pele raízes secas
que levam água a folhas que aparecem
em um abril de águas furtadas
de uma seca verde que cedo perece.

A Terra olhando de cima
o rio que insiste em correr
lembra que é sempre sua sina:
nascer e morrer.

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