quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

CORTINA DE VIDRO

Uma cortina de vidro
jogada ao chão:
cacos agudos como
desejos ocultos
guardados, disfarçados.
Mentiras são contestadas,
as formas negadas,
os conflitos repartidos
em reflexos.
Espasmos voluntários
obstruindo o natural
que partem de impulsos
voláteis, perdidos,
enquanto descobrem-se
descortinam-se diante
da cor de olhos
imigrantes, insensíveis,
incapazes de ajuntar,
de calar.
Do vidro se fez o espelho
mostrando o inconcebível:
agora patente.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quarentena

Enquanto quantos dias enfrento e a vida segue cantando o encanto de que é preciso viver pra ver um dia melhor nascer. Meninos q...