terça-feira, 22 de janeiro de 2013

DISFARCE

À Ana Claudia Dias

A alegria tomou silêncio
a timidez vestiu-se de desinibição:
pequena caixa de segredos,
onde, oculta-se o medo.

Como na água do mar
a superfície transparente
oculta milhas e milhas
impenetráveis de solidão.

Segredos, lapsos de memória
fazendo aparecer
o disfarce do sorriso,
a palavra. Signos.

A menina torna-se mulher
em versos escondidos,
brancos como seus segredos,
livres como seus medos.
 

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