quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

À FLOR DA PELE


Castrei a minha alma
por causa de um amor
que me nega, me renega
a um segundo...terceiro...
décimo...distante plano.

Desisti de desvendar labirintos,
invejei com gana
o desejo de Teseu.
Que amor é o meu?
Inacessível como estrelas
anos, ano-luz distante.

Tão perto e tão longe:
perto da derme
longe do coração.

Tornei-me um gladiador
todos os dias
tentando desfazer suas defesas
quebrar suas armaduras.

Quando a balança
pesa pro meu lado
quebro a cara.

Aonde está o cupido
que não te envenena?

Stop, pare, no más.
Ame-me ou renegue-me
mas não diga: não sei.

*Este desabafo foi escrito há alguns anos atrás.
       
                                                                                                
 
 

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