terça-feira, 22 de janeiro de 2013

DESCONEXO

Sinto que as horas
não andam a passos lentos:
- São duas horas.
Os ponteiros do relógio apontam.
Mergulho velozmente em confusões mentais
repartidas, repelidas, novas.
O coração bate rapidamente
enquanto o resto do corpo enfadado pede trégua.
Frêmitos velozes atordoam-me por inteiro.
No relógio do meu corpo
os ponteiros mal saem do lugar.
Minutos sentidos em desconexo
ao mundo a minha volta.
As vezes escuto um bem um bem-te-vi ao longe:
percebo que meu relógio não segue
o movimento rotacional da Terra,
o outro preso ao meu pulso
marca: cinco horas.

2 comentários:

  1. Sempre lhe incentivei a abrir sua alma, para que as pessoas pudessem conhecer a beleza do seu interior. Profundo demais esse poema. Amei amigo!

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  2. Maria, fique certa que toda a poesia da sua alma e de suas criações, foram, sem dúvida, um imenso incentivo!

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