sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O canguru do meu avô

No início dos anos 1970 fomos passar o carnaval em uma praia distante: Maria Farinha,no litoral norte de Pernambuco. Era linda e com muitas casinhas de pescadores na beira da praia. Quem a conhece hoje não pode acreditar que era assim.
Meu avô era um sujeito muito elegante, era um intelectual de poucas palavras, um riso curto e um humor fino. Lembro sempre de um comentário feito por ele nessa casa de praia que durante muitos anos achei que era pura verdade.
Observei próximo a casa um enorme buraco de rato e corri para contar para meu avô. Ele foi ver o buraco e disse: Isso não é um buraco de rato, mas de canguru. Cresci achando que em Maria Farinha havia cangurus.


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